terça-feira, novembro 15, 2005

aberto até de madrugada

Arrasta-se o frio pela manhã, assim que se soltam os primeiros raios de sol, e parece que nenhum sol aquece este mundo. Não se ouvem os pássaros. Não se ouvem os carros. Não chove. Não consigo dormir, um pouco mais. A luz está longe demais para a acender, teria que tirar todo o meu braço despido para o frio, e em vez disso enrolo-me melhor no cobertor e espero pela luz do dia que vai chegando devagarinho e vejo o desenvolver das sombras à minha volta e vejo que não, este não é o meu quarto.
Lembro-me das travessuras da noite anterior, dos risos e sorrisos, dos abraços e dos finos. Não foi mau, podia ter sido pior, já no final em atropelo mental provocado pelo alcool, mas correu bem.
O remorso do dia a seguir deu-me algum sossego fisico e uma tarde no sofá a ver os últimas últimas novidades em filmes, ouvir uma música agradável aos ouvidos, relembrar o que foi outrora um convivio familiar entre amigos que tanto gostava e agora sinto falta. O verdadeiro não fazer nada durante horas, embrulhados em mantas de pernas para o ar deitados no sofá. O melhor momento.
Esta noite foi tranquila, agradável. Quebra Costas, o sorriso ao rever caras conhecidas.
O "passeio" de uma hora pela cidade porque nos enganamos no autocarro; o vinho do S. Martinho oferecido pela amiga juntamente com o chá que me trouxe o marido do Kenya; O jantar com comida alternativa muito bem confessionada ao ritmo de música da Bolivia a onde recentemente viajaram; Outro jantar desta vez nas cantinas onde decorria a semana da gastronomia angolana e fomos assim presenteados com um prato de Kululu, de aspecto indescritivel e de sabor inesquecivel (ninguém comeu) lol ;O ratinho que mais parece um coelho de tão grande que está...
Tudo está diferente, as coisas, as pessoas, mas sabe bem ver que algumas coisas continuam na mesma.
"Ainda é friorento?" e
"já arranjou a rapariga?",
"Os rapazes gostam que venha cá, e está mais magrinho..."
Dito carinhosamente pela senhora que é quase a mãe da casa...
Sempre muito tolerante... também é preciso um grande espírito aberto para nos aturar :)