sputnik
Acordo, sem saber porquê, e quando recupero a cabeça lá desligo o despertador, ainda sem me aperceber por que raio o despertador esta a tocar às 8 da manhã, tendo hoje uma manhã dedicada ao ócio.
Minutos mais tarde lá me lembrei do fenómeno natural. Abro a perseana. O sol já espreita. Regulo o despertador para as 8.30, e ponho os óculos de marciano ( à prova das mais terriveis radiações solares, com um tempo de exposição não superior a 5 minutos com intervalos de descanso de 30 em 30 segundos, aprovados e certificados pelas entidades reguladoras, com o dístico suplementar 'isto não é um brinquedo' não fosse a criança mais imprudente pensar que aquilo eram uns óculos para ver em 3 dimensões ou o adulto mais lascivo pensar que eram uns revolucionarios óculos que veem por debaixo da roupa das senhoras ( ou já agora dos senhores, que isto agora já não se sabe); é referido também que ' não use em movimento' se bem que eu não compreendo este parâmetro porque eu sempre os usei nas minhas viagens intergalácticas pelo universo fora e nunca tive nenhum problema, se bem que, e agora que penso melhor sobre o assunto, isto não se vê lá muito bem, ou melhor, não se vê um palmo à frente dos olhos quando em utilização no presente planeta, mas deixo-vos dizer que uma vez atravessada a a atmosfera funcionam perfeitamente, como uns vulgares óculos de sol, só que com mais estilo, para além de terem sido uma verdadeira pechincha na feira transluno-bissolárica e interplanetárico-galáctica rotacional (ainda não me adaptei bem ao conceito) onde havia de todo o tipo de artefacto desde raridades ciêntificas de há uns milénios atrás que agora tinham a possibilidade de se adaptar a um museu, como a rxz.9000, uma aeronave toda construída à barbatana ( o equivalente ao 'feito à mão' nacional ) com a o arranque dos zero à velocidade da luz em apenas 3 ns ( nanosegundos = 1x10^-9 s) em liga de siloficu, material com capaciades magnéticas inovadoras ( para a altura que era do ano intergaláctico 142.578.768.876.527.8891.984 a.b.b. ( after big bang ) ou seja uma antiguidade; havia também alguns instrumentos de caracter sexual ( ou assim o pareciam, também não me aproximei dado o aparato da coisa pois havia demonstrações e estavam lá duas lesmas gigantes e outros que pareciam sapos terrestres mas com cabeça de louva a deus a fazer umas coisas esquisitas com os ditos objectos cuja a compreensão não conseguiu atingir; e então, foi numa secção de moda e estilo espacial que encontrei os ditos óculos catalogado como 'P(x)=30.e^x.emc/#Y' ( a matemática é a linguagem universal) lá carreguei no botão e selecionei Láctea, Via. Depois escolhi o sistema solar e deu logo o país de origem que era Marte. Cliquei na Terra e em apareceu na linguagem do planeta: super fashion retro trendy marcian sunglasses. 'fashion e retro' = compra. Ainda tinha dinheiro para uma nave espacial mas depois não me cabia na garagem e resolvi esperar até acabar o curso. Ainda comprei uma t-shirt catita que dizia nas costas: 'Earth, where eating your own species ain't crime' com um camarão gigante na frente.
Lá acordei outra vez já eram 8.37h, deitadinho na cama, com tudo escuro à minha volta. Rodo ligeiramente o pescoço e lá está ele, o grande astro, uma bola cor de laranja com uma dentada no lado, havia começado o fenómeno natural 'Corpo Luminoso Incoberto Pela Sombra Estranha' cujo acrónimo origina a palavra clipse, nome comum do fenómeno que em liguagem corrente falada toma o nome de eclipse ( a origem desta palavra remota dos primordios da lingua falada 'olha, olha, é um clipse, é um clipse' com o decorrer dos tempos o 'um' caiu em desuso e ficou só ' é clipse, é clipse' que veio a sofrer uma contração que originou a palavra actual).
Acompanhei da janela por cima da minha cama as fases iniciais do eclipse desde a dentada no queijo, passado pela fase do pac-man, até à quase totalidade, altura em que me levantei em meu roupão, e assiti em directo de Bragança na televisão à união do anel que colmatava o eclipse anelar total. Fui então, eu e a minha mãe, para a varanda, em grande estilo como uma familia avant gard, a assitir ao total (que era parcial no Porto) ao eclipse anelar, sorrindo com maravilha com ar embasbacado e de alegria, comentando, 'Daqui a 23 anos vemos o próximo'. Assim o espero.
Lá acordei outra vez já eram 8.37h, deitadinho na cama, com tudo escuro à minha volta. Rodo ligeiramente o pescoço e lá está ele, o grande astro, uma bola cor de laranja com uma dentada no lado, havia começado o fenómeno natural 'Corpo Luminoso Incoberto Pela Sombra Estranha' cujo acrónimo origina a palavra clipse, nome comum do fenómeno que em liguagem corrente falada toma o nome de eclipse ( a origem desta palavra remota dos primordios da lingua falada 'olha, olha, é um clipse, é um clipse' com o decorrer dos tempos o 'um' caiu em desuso e ficou só ' é clipse, é clipse' que veio a sofrer uma contração que originou a palavra actual).
Acompanhei da janela por cima da minha cama as fases iniciais do eclipse desde a dentada no queijo, passado pela fase do pac-man, até à quase totalidade, altura em que me levantei em meu roupão, e assiti em directo de Bragança na televisão à união do anel que colmatava o eclipse anelar total. Fui então, eu e a minha mãe, para a varanda, em grande estilo como uma familia avant gard, a assitir ao total (que era parcial no Porto) ao eclipse anelar, sorrindo com maravilha com ar embasbacado e de alegria, comentando, 'Daqui a 23 anos vemos o próximo'. Assim o espero.
